Logo no começo de namoro ele me mostrou a música dela. Na hora, confesso que senti um pouco de ciúme. Voz de menininha de 16 anos, usando letras “inocentes” com duplo sentido. Me passou pela cabeça que ele gostava de ouvi-la por fetiche, mas isso não é o tipo dele. Mallu Magalhães é o nome dela.
Eu me incomodei com a música. Achava que era por causa do tom inocente e safadinha que ela tem... Pesquisei na internet sobre ela, afinal meu namorado dizia gostar, então alguma coisa de bom ela tinha que ter e eu talvez não estava conseguindo perceber. Me lembro vagamente do que li a seu respeito. É filha de arquitetos e começou com 11 ou 12 anos a cantar. Desde os 14 anos ela namora o Marcelo Camelo do Los Hermanos, que tem uns 15 a mais que ela.
Bom... até hoje cultivei uma antipatia pela menina e pela música dela, no entanto, dia desses passei as músicas do pen-drive do meu namorado pro meu PC e lá estava ela. Resolvi dar mais uma chance e ouvi de novo. Percebi que ela tem um “q” de Regina Spektor (que eu adoro) e fiquei tentando descobrir o que então eu não gostava nela. Porque ela tinha incomodado tanto na primeira vez que a ouvi!
Descobri!!!!
Por algum motivo, associo a menina a uma pessoa que conheci e é extremamente deprimida e negativa. Daí percebi como são forte algumas associações que fazemos!
Se não fosse por isso, eu tenho quase certeza de que eu iria adorar Mallu Magalhães, assim como adoro Regina Spektor ou Jewel.
É como quando você conhece alguém muito chato chamado João, e pensa “Nunca vou colocar o nome de João no meu filho, porque me lembra aquele João insuportável”.
Associações são terríveis! Uma vez criada, nunca mais se livra delas.